Não podo fugir

Alto me vejo n’aquel lugarejo, vejo-o vir não podo fugir

Estou-no vendo vir, se já não gostava de como “estava o mundo”, vejo um que vem muito pior e não falo de dinheiro, falo de vida, também não de nível de vida. Paradoxalmente os que cremos na superação do eu, no grupo, na comunidade; somos os que menos gostamos do grupo actual, da sociedade actual; principalmente porque ela própria desistiu de ser o que é. Vêm tempos maus, diria-vos: preparai-vos; mas não se pode fugir.

A resposta à adivinha não é uma pessoa normal nos tempos actuais, é uma castanha num ouriço antes de ser vareada

Nova web em proxecto-ds

Seguro já repara-ches que este blogue é um subdomínio da web proxectods.org, página (desatendida) do colectivo criativo Proxecto-ds. O colectivo nasceu há mais de 5 anos com a ideia de que com a união de diversas pessoas se poderiam levar adiante projectos de todo tipo: un programa de radio, publicación online de divulgação, participação en debates sociais como o da Cidade da Cultura, participação e criação de eventos, contribuição a projectos de desenho europeus… Mas no que falhamos de pleno foi na introdução de pessoas que nos teriam permitido soster a organização e seguir ampliando-a, já que os poucos que dentro estamos preferimos fazer projectos que termar duma asociasão que sem os projectos seria inútil.

Porém sempre estamos abertos à introdução de mais pessoas e também de fornecer a pessoas que estão perto dos nossos objectivos serviços de hosting ou mesmo de ajuda com o seu projecto se consegue convencernos. Isto não o publicitamos muito basicamente porque como dizia antes as “funções orgánica” temo-las explicitamente esquecidas, mas se alguém quiser espaço é so dizer.

O bom amigo Ictioscopio, autor do imperdível podcast Commons baby, estivo a preparar a sua web pessoal e comentei-lhe a possibilidade de ficar hospedado no servidor do Proxecto-ds; gostou da ideia e já leva algúm tempo online o icioscopio.eu. Parabéns ao Ictioscopio e bem-vindo!

A nova que o país precisava

O Congreso apoia que se poidan conceder licenzas móbiles de ámbito galego

Longe de qualquer postura ideológica, iste é um facto que se pode tornar histórico para o desenvolvimento e vertebração da Galiza. Um dos grandes males galegos é o desequilibrio costa interior produto de anos de maltrato político no que o país apenas puido escapar pela única autoestrada pela que não tivemos que aguardar: o mar. Esta tendência de há muitos anos apenas se poderá reverter com desenvolvimento local de alta intensidade e com avanços socio-económicos que comecem a reverter a tendência, para com os anos tentar minorar o equilíbrio; um desses exemplos é Alhariz.

Por tanto assumimos a necessidade do desenvolvimento e das condições para que este se dê. Seguro que não tenho de exprimir-me muito para consensuar que a internet é básica para iste propósito; há quem falaria de banda larga, mas é um arcaismo, porque sem banda larga hoje não há internet. A realidade das cousas é que as concessionarias dos espectros do ar ou dos cabos (olha que elas deverão ser quem nos serviram a nós e não nós a elas), é dizer, as empresas de serviços de aceso à rede não só esquecem as suas obrigas com os cidadãos do rural senão que por cima utilizam os incentivos do estado para ampliar benefícios e não dar um serviço mínima-mente aceitável.

Por quê esta medida pode ajudar resolver este problema? Pois porque a uma empresa estatal com certeza não lhe interessa um mercado de meio milhão de pessoas (e agem consequentemente na sua lógica), mas si a uma galega na que essa massa de usuários é notável no conjunto dos seus clientes. Porque ademais, gozamos da melhor empresa de telecomunicações segundo os usuários e o seu jeito de trabalhar achega-se a um modelo local e de qualidade (mini-fundista) que a um modelo extensivo e industrial. Aguardemos que não demore muito e que as concessões sejam acaidas e revissadas, mas esse já é outro conto.

Por que abriria um blogue?

Que não sone a arrepentimento, mas tardei taaanto em abrir um blogue porque acho que não tenho qualquer cousa que aportar que não esté já sendo dita. Quando leio algum artigo fico abraiado da claridade de ideias e de exposição. Não é por acaso que o meu primeiro blog seja um replicador de informação baixo o meu filtro (paso baixo?) pessoal.

Mas aprobeitando, o mencionado artigo, gostava de comentar como essa situação que describe, apoia empíricamente o conceito de transnacionalidade que defendem os indianos e que eu no início não comprendia em tuda a sua amplitude?

Sem razão

É triste ver como ainda por cima de que muitas coisas estam indo a pique, os que supostamente defendiam outro jeito de faze-las agora não conseguem ter uma voz alternativa ou no mínimo dizer, “ves, tinhamos a razão”. Dous exempolos: o capitalismo em crise e à esquerda sem nada a dizer, Espanha em crise e o nacionalismo não espanhol sem nada a dizer. Mas tranquilos, sentem e desfrutem do espectáculo.

Acó algo falha

Quando uma empresa Australiana, não nas antípodas (que seria Nova Zelándia) mas sim bem longe, comercializa pementos de Padrón (“uns pican e outros non”) e ainda não temos uma referência da venda dos nossos produtos no mundo, evidência que algo falha por estas terras. Algum dia contarei essa teoria de que temos muito e aproveitamos pouco e que se tiveramos poucos não sei o que aproveitaríamos; mas não hoje, que estou encarregando pementos de Padrón a 32$ o kilo.

Historias doutra era

Vejo na TVE 2 o documental “Arquipiélago gulag”, historia da publicação do livro que por primeira vez reflectiu a historia dos campos de trabalho soviéticos. Além da história que se conta, que é fascinante, e além do contexto histórico (máquinas de escrever, KGB…); o que máis me chama a atenção é o impensable que seria essa historia hoje. Não é que não haja cousas por destapar, é que hoje sobra informação, hoje a existência de informação não abonda para ser relevante tem de ser espalhada, e por suposto essa clave não está nas mãos de qualquer um. Vivemos noutra era, haverá que adaptar-se.

Olá

Agora que os blogues já não estão na moda, vamos lá :)

Éste é o meu blogue pessoal, ainda não sei que cousas vou por, nomeadamente ideias e pareceres pessoais, mas o que é isso? Tenho um blogue sobre as cousas das gosto na rede e um outro com hacks e cenas informáticas, pode que gostes mais deles. Quando souber mais do que vou fazer, virei cá por.